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21 de junho de 2016

Espelho Negro, Espelho Mágico e Scrying



Todos  já  ouviram  a história de Branca de Neve e sua madrasta malvada que, quando precisava descobrir  uma verdade oculta,  sempre consultava  um espelho  mágico.
Já  viram filmes onde uma cigana trabalhava com uma bola de cristal. Também já ouviram  falar dos  antigos que conseguiam  ver o futuro através das labaredas de uma fogueira, ou mesmo da observação de cristais ou das águas de um rio escuro. O famoso vidente francês, Michel de Nostradamus, usou a técnica para escrever as suas famosas profecias, as  Centúrias.

As técnicas de observação  acima citadas chamam-se  Scrying (vidência)  e consistem no olhar contínuo  para objetos ou meios geralmente refletores de luz, translúcidos,  brilhantes,  tais como pedras, cristais, espelhos, águas ou  fogo,  objetos esses que  seriam um veículo para a visão paranormal.
Devido à prática dessa técnica, alguns objetos passaram a ser mais utilizados que outros, como por exemplo, o espelho negro, do qual quero tratar aqui.

Tentando reunir minha experiência pessoal e tudo o que recolhi em textos e artigos sobre o assunto, esboçarei alguns aspectos da prática de observação do espelho negro ou espelho mágico, alertando que nunca, mas nunca mesmo, deve  ser  utilizada para brincadeiras  ou jogos e que  é preciso  pensar muito antes de fazê-la, pois você não escolherá  e nem controlará o conteúdo daquilo que vai ver.
Portanto, pense.
  
A Técnica

O espelho negro, no que diz respeito à sua confecção, varia muito de natureza:  pode ser de vidro, cristal ou feito das pedras obsidiana ou ônix.

O tamanho também é variável, mas aconselha-se a  ter no mínimo o tamanho de um  porta-retrato  comum, de 10x15 cm e no máximo a altura do observador.
Sendo do tamanho de um porta-retratos, deverá estar perto dos olhos do observador e se for suficientemente grande, deverá estar encostado em uma parede e observador deverá estar sentado diante dele.
Então, encontra-se um local calmo, escuro e silencioso e acende-se apenas uma fonte de luz, geralmente uma vela de chama fraca, que deve ficar à direita ou à esquerda do observador e um pouco afastada, para que a luz seja indireta e não reflita na superfície do espelho.
O resultado final da iluminação deve ser de tal modo que o observador não veja no espelho nenhuma imagem do ambiente, nem mesmo a sua própria imagem.

Sentado diante do espelho, mentalmente diz-se a intenção da consulta, ou simplesmente dispõe-se diante dele sem perguntas, e espera-se o fenômeno  começar.

A primeira coisa que acontece é a observação  de uma espécie de fumaça branca, ou névoas, como fumaça de cigarro que sobe, em 3D: essa “fumaça” pode durar alguns segundos ou minutos.
Das experiências que tive, se essa fumaça ou névoa permanecer  por muito tempo diante dos olhos do observador,  geralmente por mais de 20 minutos ou se nem mesmo ela surgir, deve-se abandonar  a tentativa e deixar para outro dia; insistências só gerarão cansaço e ansiedade, dois estados que devem ser sempre evitados.
Caso essas névoas apareçam como falei anteriormente, logo desaparecerão, deixando em seu lugar uma espécie de vácuo escuro e profundo entre os olhos do observador e a superfície do espelho.Como um céu nebuloso que de repente fica "limpo".
A impressão que temos  é a de que o espelho tornou-se mais profundo.

E logo essa impressão se confirma : as imagens  começam a se formar, podendo ser  estáticas, como se fossem uma fotografia,  ou em movimento, com total autonomia e sem nenhum desejo ou  interferência do observador, como se esse assistisse a um filme.
As imagens também podem ser coloridas, branco e pretas ou monocromáticas; podem se formar de uma só vez  ou irem  se formando aos poucos; podem ser imagens de pessoas, animais, paisagens, objetos ou cenas completas, inteirinhas,  de uma  nitidez e realismo espantosos.
Também  são sempre tridimensionais e se projetam entre o espelho e os olhos do observador,  sendo proporcionais ao tamanho do espelho; por isso ele não deve ser muito pequeno nem muito grande, para não comprometer a boa visão das imagens.

Aqui dou um conselho: o observador não deve tentar interpretar o que está vendo no momento da observação  e nem esperar, ansioso, pelo que poderá ver; deve apenas deixar-se levar pela experiência, como se estivesse sentado numa sala de cinema diante da tela  e não soubesse, não tivesse a menor  ideia  do  filme que está prestes a assistir.
Isso é extremamente importante e aqui  é necessário outro alerta: deve-se estar preparado psicologicamente e emocionalmente para tudo o que surgir!!! Tudo mesmo!! 

Aí talvez resida a parte mais difícil, o que me leva a crer que a observação do espelho negro é para poucas pessoas, porque é preciso coragem e autocontrole.
É claro que a maioria das pessoas gostaria de ver coisas lindas surgindo à sua frente; cenas familiares, pessoas bonitas, flores ou paisagens.
O problema é que o observador não tem controle sobre as imagens e ele poderá ver cenas muito desagradáveis e, segundo alguns relatos, até mesmo imagens de pessoas já falecidas.

Portanto cuidado: pense muito, antes de se aventurar nessa jornada.
 
A Condição do Observador

O observador deverá ter 2 elementos  em mente:

     1)  Ele pode parar a observação a qualquer momento, caso sinta-se incomodado, com medo, desconfortável ou qualquer outra razão.  Não está ali por obrigação e sim por sua completa vontade.
2)   Poderá ocorrer um transe ou uma espécie de torpor,  como também sensações térmicas ou mesmo sonoras, durante a experiência de scrying.

Feitas essas ressalvas, é importante relembrar que toda interpretação das imagens deverá ser feita depois, bem como a memorização do próprio estado físico e emocional na hora da vidência, isto é, se foram sentidos calor, frio, arrepio, sonolência; se foram vistas outras  imagens além das originadas no espelho e todas as sensações emocionais e mentais no momento da experiência.

Por isso, acho interessante manter um caderno e uma caneta ao lado para que, assim que a experiência termine, seja possível  anotar tudo o que puder sobre ela.

A Origem e  Interpretação das Imagens

Há várias hipóteses para a origem e a natureza das imagens.

A primeira prega  que são imagens puramente vindas do inconsciente e que seriam desejos reprimidos, representação de arquétipos, realização de desejos, como nos sonhos que temos dormindo.

A segunda diz que as imagens são frutos de contatos que mantemos com os mortos ou com os seres astrais e o espelho é o canal desse contato.

A terceira hipótese não nega nem a primeira nem a segunda, apenas as une, ou seja, as imagens são  vindas  do nosso inconsciente projetado, inconsciente esse que pode ler o passado, o presente e o futuro, porque é capaz de entrar em contato com outras dimensões da existência, com pessoas e fatos distantes no espaço e no tempo e ainda acrescenta que o espelho pode ser um canal de comunicação até mesmo  com pessoas vivas, entrando no terreno da telepatia.

Então, a imagens formadas pelo espelho poderiam ser fruto de percepção extra-sensorial, ativando no indivíduo as funções denominadas psi.

As imagens seriam:
·        - precognitivas  ou premonitórias  (visão do futuro),
·        - retrocognitivas  (visão do passado),
·         - clarividência (visão do presente, mas à distância)
·         -mediunidade (contato com os falecidos)
·         - telepatia (contato com pessoas vivas, à distância)


Mas, como saber se estamos vendo o passado, o presente ou o futuro?
Como saber se estamos vendo alguém vivo ou já falecido, ou mesmo alguém que ainda iremos conhecer?
Afinal, como interpretar as imagens?

Primeiro, tente analisar alguns aspectos das imagens.
Imagens muito místicas, repleta de simbolismos, geralmente são arquetípicas e devem ser interpretadas levando em conta aquilo que são, ou seja, simbolicamente.
Imagens de pessoas já falecidas podem ser tanto um contato real como ser um ajuste inconsciente com aquela pessoa.

Só quem passa pela experiência  pode saber o significado disso, levando em conta o que sentiu, o que vivenciou no momento.

Segundo: deixo os conselhos que recebi e o que aprendi com o scrying, de que algumas coisas só o tempo responderá; não adianta querer algumas respostas que só virão no futuro, quando as coisas estiverem acontecendo.

Passei muito tempo tentando entender o que vi e só depois que a hora chegou e que os fatos deram início  é que entendi todas as cenas, pessoas e lugares que havia visto. Tive visões agradáveis, outras não. E todas se confirmaram. Tive também visões do passado de alguém, fatos que eu não tinha conhecimento, e que depois pude confirmar que realmente ocorreram.

Terceiro: não se esqueça que a prática é um canal para o conteúdo inconsciente, seja ele de natureza precognitiva, retrocognitiva, telepática ou outra ainda desconhecida.
Acessar o inconsciente, sem um preparo psíquico, pode ser extremamente perigoso, levando a alucinações e distúrbios de natureza psicológica e emocional, sem contar com o fato de que talvez você não tenha estrutura para lidar com o que verá ou ainda, talvez nem mesmo consiga interpretar o que viu.

Espero, com esse texto, ter ajudado àqueles que já passaram pela experiência de scrying e que, como eu, ficaram meio perdidos em busca de respostas e explicações para a aventura que é adentrar o Mundo Oculto.

6 de fevereiro de 2013

Tipos de Sonhos



                               

Sonhos continuam sendo um verdadeiro mistério, apesar da Psicologia Moderna, da Neurologia e da Psicanálise ter destrinchado muitas partes que os compõem.

Freud descobriu que os sonhos são manifestações do inconsciente, elaborações de material reprimido, recalcado, projetado, negado e afundado nas grutas do inconsciente e que são expressos através de dramas, ou seja: as personagens, os objetos, os sentimentos e o próprio enredo do sonho.
Esse material costuma vir disfarçado e por isso precisa ser interpretado, para que se  possa chegar ao seu verdadeiro conteúdo.

Carl Jung, analista suíço, acrescentou o conceito de inconsciente coletivo, que consiste nos grandes temas da humanidade, nas figuras, símbolos e forças que residem não somente no inconsciente de uma pessoa em determinada época, mas no inconsciente de toda a humanidade em todas as épocas, vestindo roupagens diferentes, de acordo com seu tempo e contexto.

A Neurologia, por sua vez, descobriu que sonhos são manifestações orgânicas, modos com que o cérebro interpreta o que está acontecendo fisiologicamente com alguém.

Mas as ciências colocam no campo da coincidência, ou simplesmente os ignoram, os sonhos que antecipam fatos que irão acontecer, às vezes com exatidão assustadora; sonhos que revelam um conteúdo de transmissão de informação entre o sonhador e outra pessoa e ainda, sonhos que mostram, com precisão, fatos que ocorreram no passado, mas que eram desconhecidos tanto para o sonhador como para outras pessoas.
Aí entramos no campo da Parapsicologia, das faculdades extra-sensoriais e da Espiritualidade.

Vou tentar aqui classificar os tipos de sonhos, levando em conta suas possíveis formas de manifestação e ao meu modo, longe dos manuais científicos e dos nomes oficiais, tentar explicar como essas formas se manifestam.

De uma maneira extremamente resumida e ilustrativa, eis algumas delas:

1)  Sonhos Psicológicos
São os sonhos de origem psicológica, onde o material do inconsciente do sonhador, repleto de pensamentos, vivências, lembranças, sentimentos, desejos e traumas, materiais reprimidos, projetados, recalcados, negados e mantidos no porão da mente, tomam forma através dos sonhos.
Esse material inconsciente vem geralmente disfarçado e deve ser posteriormente interpretado para que se conheça seu verdadeiro conteúdo.
Exemplo: Inconscientemente, uma moça nutre profunda inveja de sua mãe, de seu sucesso, independência e beleza, mas, como isso é impedido por seu superego, por ser um sentimento intolerável socialmente, por ser esse sentimento inaceitável para uma filha, essa inveja é reprimida e fica no inconsciente.
Esse sentimento indesejável e negado poderá aparecer num sonho onde uma mulher desconhecida destrói o rosto de outra mulher desconhecida, também roubando-lhe seus pertences e a humilhando, representando a sonhadora e sua mãe, a invejosa e a invejada.

2) Sonhos Fisiológicos
São aqueles advindos de processos físicos que estamos passando. Febres, infecções, doenças, frio, calor, sede, fome, atividade cerebral, etc.
Exemplo (um sonho bem comum, creio) : O sonhador vai dormir com sede e sonha que está bebendo litros e litros de água.
Esse tipo de sonho, o fisiológico, é também uma maneira que a mente encontra para manter o indivíduo dormindo, como se fosse um mecanismo compensatório.

3) Sonhos Mitológicos
São aqueles sonhos tão carregados, tão ricos de imagens e símbolos coletivos que a participação dos conteúdos pessoais do sonhador não chama a atenção.
São sonhos carregados de muita carga emocional, impressionam o sonhador por dias e dias, às vezes anos ou por uma vida inteira e que dificilmente o sonhador consegue guardá-los para si sem ter de narrá-los para os outros. Ele precisa dividir com os outros seu sonho, dado seu conteúdo fortemente coletivo.
Exemplo: Sonho com mandalas, santos, oráculos, etc.
Geralmente esse tipo de sonho é uma resposta a eventos sincronísticos, isto é: algo na vida do sonhador tem sintonia temática com algum tema comum para a Humanidade e esse tema aparece em forma de sonho.
Outro exemplo: alguém que está passando por uma profunda transformação em sua vida sonha com a ave fênix, símbolo da transformação, mesmo sem nunca ter visto ou ouvido falar em tal criatura.

4) Sonhos Parapsicológicos Através do Espaço-Tempo
São os sonhos de origem extra-sensorial, isto é, sonhos cujos conteúdos trazem informações vindas do passado, do presente e do futuro, bem como de lugares e pessoas distantes do sonhador.
Esse talvez seja o campo mais fascinante do mundo onírico.
Sonhos reveladores de fatos que ainda estão por vir, daqueles que já ocorreram e eram desconhecidos ao sonhador ou ainda: conhecimento que o sonhador adquire à respeito de pessoas, fatos e coisas contemporâneas a ele, mas distantes no espaço, através de sonhos.

São eles:

a)    Precognitivos: São os sonhos também chamados de premonitórios.
Do latim pre (antes) e cognitio(conhecimento), é a percepção extra-sensorial que faz com que o indivíduo tenha conhecimento de fatos futuros.          
Uma história se passa em sonho, com pessoas, fatos, às vezes até datas, e mais tarde, no tempo, aquilo se concretiza.
Geralmente são sonhos possuidores e geradores de grande carga emocional, como imensas tristezas e pesares ou grandes alegrias.
Por isso, fato que a maioria das pessoas desconhece, é que esse tipo de sonho  ocorre muitas vezes prevendo acidentes, mortes, viagens, encontro de pessoas marcantes na vida ou grandes comemorações, porque esses acontecimentos são carregados de emoção.
Também há os sonhos precognitivos sem muito significado, onde as pessoas, fatos e lugares aparentemente não possuem grande importância, mas que depois vem a ocorrer.
Os sonhos precognitivos, segundo alguns teóricos, seriam uma espécie de telepatia entre o indivíduo que sonha, no presente, consigo mesmo, no futuro, onde o primeiro veria, ouviria e vivenciaria as coisas que seu eu futuro já está vivenciando, mas que para ele, sonhador, ainda se encontra no lugar de evento futuro.
Exemplo: Um homem sonha que está num prédio desconhecido e entra em uma sala na qual nunca entrara antes. Meses depois, ele vai para uma entrevista de emprego no prédio onde sonhara antes e lá vê a sala do sonho, que será a sala onde irá trabalhar.

b)    Retrocognitivos:
Faculdade extra-sensorial na qual a pessoa obtém informações de lugares, pessoas ou fatos do passado, informações que chegam por meios paranormais.
São sonhos que trazem informação do passado e que o sonhador desconhecia.
Exemplo: Sonho com um lugar, mas como ele era há décadas atrás e depois, por meio de fotos, constato que tal lugar era exatamente como em meu sonho.

c)   Clarividentes: São sonhos que trazem informações de pessoas, objetos e lugares ocorrendo no tempo presente.
Exemplo: Sonho com um primo que mora no Japão fazendo uma prova para um concurso e este fato está acontecendo naquele momento, mas eu, sonhadora, não tenho informação alguma que meu primo estaria prestando concurso ou teria intenção de prestá-lo e fico sabendo disso através de meu sonho.

5) Sonhos Telepáticos
A telepatia é um fenômeno extra-sensorial que se dá entre um indivíduo e outro, podendo haver até mais de duas pessoas. Alguns dizem que entre o ser humano e animais dotados de muita inteligência, como cães, gatos, alguns pássaros e cavalos esse fenômeno também pode ocorrer.
A telepatia é basicamente uma troca de informações entre duas pessoas, através do pensamento.
A pode “ver” o que B está vendo, pode sentir, ouvir, pensar o que B está pensando naquele momento.
Essas vivências podem ser induzidas, provocadas ou ocorrer de modo espontâneo e também podem aparecer através de sonhos.
Exemplo: Um amigo que não vejo há muito tempo pensa em me dar um livro e eu sonho recebendo esse livro dele. Quando nos encontrarmos ele dirá que pensou em me comprar  o livro na noite em que eu sonhava que ele fazia isso.

4) Sonhos de Resquícios de Vidas Passadas
Para quem acredita que já tivemos outras vidas, alguém pode sonhar com cenas da encarnação passada.
Esse tipo de sonho não encontra respaldo na Ciência nem na Parapsicologia, uma vez que sonhar que estamos vivendo outras épocas, fatos e vendo pessoas de outros tempos não quer dizer necessariamente que isso tenha sido vivido por nós em outras encarnações.
Particularmente, acredito sim que isso seja possível, mas com muito menos frequência do que é divulgado por aí.
Esse tipo de sonho geralmente é repetitivo, cheio de detalhes, as vivências oníricas são muito reais, causam muita comoção no sonhador, sentimentos de saudade, medo, nostalgia ou são sonhos que trazem um sentimento de trauma, mesmo que o sonhador nunca tenha passado por aquela situação ocorrida no sonho. 
Exemplo: Repetidamente, sonho com cenas em uma cidade, época e encontro com pessoas que nunca vi antes, mas que me são familiares. São sonhos carregados de nostalgia ou de traumas.

5) Sonhos de Contatos com os Mortos ou Seres de Outras Dimensões
Também há os que acreditam que podemos conversar com os mortos, seres astrais ou outros, enquanto dormimos, e os frutos desses contatos aparecem em forma de sonhos.
É uma categoria que também não encontra respaldo na Parapsicologia, mas nas Religiões Espiritualistas.
Muitas religiões pregam que, quando alguém já falecido aparece em sonho transmitindo um recado ou mesmo quando conversamos com seres de outras dimensões, o sonhador está tendo um contato com esses espíritos e se lembrará desse contato, fixado em sua mente em forma de sonho.
Exemplo: Uma mulher sonha com sua tia já falecida, dizendo-lhe que pegue documentos que ela escondeu em determinado lugar antes de morrer. A sobrinha vai ao local e realmente encontra os documentos.

6) Sonhos de Bilocação
Acredita-se que, quando dormimos, muitas vezes nosso espírito se desloca para outros lugares ou outras dimensões.
Aqui, diferente do caso acima, o sonhador se desloca, em espírito, para outro lugar e vivencia o que está acontecendo nesse lugar.
Essa vivência, essa viagem astral e tudo o que acontecer nela aparece em forma de sonho.

7) Sonhos de Realidade Paralela
O tempo, na dimensão que conhecemos, percebido por nossa consciência, flui em uma única direção, isto é, anda em direção ao futuro, para a frente, não sendo possível retornar ao passado e nem apressar sua velocidade para atingir os eventos futuros.
Mas o inconsciente é atemporal. Ele pode retroceder no tempo e avançar no futuro e também adentrar o campo da realidade paralela ou realidade alternativa.
Creio que, a partir do presente, temos algumas alternativas de futuro à nossa frente e não uma só.
Realidades paralelas, multiversos, universos paralelos são hipóteses da Física Moderna e creio que são possíveis de existir.
Creio que, através dos sonhos, podemos adentrar essas alternativas de nossa própria vida.
Podemos viajar pelas estradas possíveis de nosso presente e futuro e conhecer o desenrolar dos fatos nessas realidades alternativas, nessas probabilidades de eventos.
Creio que esses sonhos são muito raros de ocorrer, porque o sonhador precisa adentrar nos registros do Akasha Universal. 

8) Sonhos Lúcidos ou Imaginação Ativa
Não são propriamente sonhos, uma vez que são parcialmente controlados pelo sonhador.
Acontecem no limiar entre a vigília e o sono e possuem também seu lado autônomo.
O indivíduo não está totalmente acordado nem em sono profundo.
Muitas vezes, esses sonhos ou imaginações são o start para se começar a sonhar realmente.
São compostos de imagens, sons e frases, muita vezes simbólicos, podendo ser mais breves que um sonho comum.
Supreendem muito, porque o indivívuo está consciente e os produtos desse tipo de sonho ou imaginação muito se assemelha ao que os místicos chamam de visão.

9) Sonhos Proféticos
Muito raros, são sonhos que ocorrem com espantosa antecedência aos fatos que ainda irão ocorrer no futuro.
Muito simbólicos, são diferentes dos sonhos precognitivos ou premonitórios, porque os precognitivos se referem a acontecimentos particulares e locais e que ocorrerão num intervalo de tempo específico, enquanto os sonhos proféticos são fruto de revelações e narram grandes acontecimentos que terão repercussão para toda a Humanidade, para toda a História do Homem.
Nostradamus, Daniel, José do Egito e João Evangelista são exemplos de homens que tiveram sonhos proféticos.


Bem, esses são alguns tipos de sonhos.
Também é importante dizer que, independente da natureza do sonho, nenhum é apenas desse ou daquele tipo.
Várias formas ou manifestações de fenômenos podem ocorrer num mesmo sonho e só saberemos sua natureza interpretando-os, pois sempre existem, em todos eles, conteúdos muito simbólicos e também os componentes da psicologia pessoal do sonhador.
A questão do tempo também é importante.
Um sonho só terá conteúdo retrocognitivo, telepático, clarividente, precognitivo ou profético se forem comprovados como tais, ou seja, se os fatos previstos neles se realizarem no futuro ou se o fenômeno de troca de informações entre pessoas comprovadamente tenha ocorrido através da percepção extra-sensorial.
Os sonhos são um rico material para o autoconhecimento, canal para o inconsciente e fonte inesgotável de tesouros adormecidos dentro de cada um de nós.

10 de maio de 2010

A Função Psi e a Paranormalidade



Muitos já ouviram falar dos fenômenos paranormais e certamente já ouviram ou leram algum relato dessas ocorrências, seja numa conversa com amigos, num filme, livros ou mesmo já sentiram ou presenciaram esse tipo de fenômeno.

Há muita descrença e ceticismo em torno da veracidade desses fatos; muitas pessoas que já os testemunharam não raro preferem ficar em silêncio, por medo de críticas ou de serem chamadas de loucas, ou mesmo de serem alvo de zombaria.

O fato é que esses fenômenos parapsicológicos já foram amplamente estudados e o que se sabe é que certas pessoas possuem mentes capazes de realizar coisas muito estranhas e de obter informações de modos que a lógica é incapaz de explicar.

Há vários nomes para os indivíduos que possuem essas faculdades mentais: médiuns, pessoas sensitivas, paranormais, bruxos, videntes ou indivíduos psi.

As funções psi dividem-se basicamente em duas: psi-gamma, que diz respeito à percepção extra-sensorial, aos fenômenos mentais como telepatia, precognição (conhecimento do futuro), clarividência, retrocognição (conhecimento do passado sem uso de informações prévias) e a função psi-kappa, que se refere aos fenômenos físicos, às intervenções no ambiente ou sobre objetos sem a ação direta sobre eles, como manifestações de poltergeists, aportes, psicocinesia, etc.

Quem nunca sonhou com uma cena, um lugar, com pessoas desconhecidas e tempos depois esse sonho acontece em detalhes?
Ou então visitamos um lugar pela primeira vez e nos lembramos que já o conhecíamos em sonho?
Ou ainda, num dia qualquer, reconhecemos aquela pessoa que vimos em sonho ou numa visão em estado de vigília e ficamos perplexos ao sermos apresentados a ela e ainda termos que fingir naturalidade?
Quem nunca “adivinhou” como era a personalidade de um estranho que nos foi apresentado e foi capaz de saber o que ele estava pensando, sentindo e vivendo?
Quantas vezes entramos num lugar e somos capazes de descrever cenas, pessoas e fatos que se passaram ali e que depois são confirmados por vizinhos ou por outros que estavam lá na ocasião desses fatos?

Pessoas com essas estranhas capacidades mentais são os indivíduos psi-gamma, capazes de obter informação a respeito de alguém, de um lugar, de um fato, de um objeto, à distância no espaço e no tempo como também de “ler” e conhecer a personalidade, o pensamento e o sentimento de outros sem que haja dicas ou informações anteriores.

Os indivíduos psi-gamma experimentam muitas vezes grande angústia com seu conhecimento extra-sensorial. Não que os fenômenos físicos não sejam incômodos e indesejáveis, mas aqui, como se trata de conhecimento e informação à respeito de coisas e pessoas, que por meios naturais e normais nunca se obteria, as questões do livre-arbítrio, destino, inevitabilidade de fatos, medo, ansiedade, intervenção ou mesmo culpa pela não ação sobre o que se sabia que iria ocorrer são pontos que sempre são tocados dentro da mente e do coração de alguém com essas capacidades.

São poderes, dons ou um fardo na vida de quem os experimenta?

Vários autores, espiritualistas ou cientistas, que estudam os fenômenos paranormais, acreditam tratar-se de um dom, que deve ser usado para ajudar outras pessoas, orienta-las em suas ações, decisões, assim como meio do próprio indivíduo psi encontrar seus melhores caminhos a seguir na vida.
Já outros acreditam tratar-se de um problema, um peso a ser carregado, por ser antinatural e prejudicial à saúde psíquica da pessoa que produz esse tipo de fenômeno.

Ambos estão certos, creio eu.

O indivíduo psi do tipo gamma é como uma antena em pleno funcionamento: ele é capaz de captar informações que se encontram distantes, no espaço e no tempo, ocultas e assim ter conhecimento daquilo que outras pessoas não sabem.
Pode penetrar no inconsciente de quem está a sua volta, principalmente daqueles que também possuem um tipo de paranormalidade, por ser este um indivíduo de inconsciente aberto, mas também é capaz de transmitir contra sua vontade suas próprias informações, se ainda não conhece certas técnicas de auto-proteção.
Nada impede que também possam manifestar ocorrências do tipo psi-kappa; isto pode se dar em maior ou menor escala.

O paranormal desse tipo frequentemente tem sonhos repletos de símbolos, de uma riqueza de detalhes que impressiona; seu inconsciente é um universo rico, povoado de arquétipos e de conflitos; pega no ar as coisas, tem intuição fortíssima e frequentemente é o primeiro a perceber o que ninguém percebeu e que talvez jamais irão notar.

Tem visões, pressentimentos ou precognições (premonições) parciais ou completas; “vê” ou “ouve” frases, conselhos, cenas vindas não se sabe de onde e que não fazem parte de seu repertório intelectual, nem de seu meio, nem de suas memórias; sente muitas vezes o que o outro está sentindo ou pensando e todos esses fenômenos geralmente são de grande carga emotiva, o que o desnorteia e muitas vezes o isola, fazendo com que o indivíduo se sinta diferente, incompreendido e estranho no meio das outras pessoas.

Frequentemente são pessoas críticas, de inteligência acima da média, criativas, sensíveis e em grande parte dos casos são diagnosticadas como portadoras de alguma doença mental ou neurose grave e se isso não ocorre, são vistas como excêntricas e esquisitas.

E para quem ingenuamente acredita que a Inquisição acabou, saiba que ela continua com toda sua força, interrogando, classificando, prendendo, medicando, julgando, segregando, isolando e zombando de pessoas que não se adequaram aos comportamentos esperados, comportamentos esses que não incluem a faculdade parapsi, colocando o indivíduo nas fogueiras morais da chacota, do descrédito, da incompreensão e do isolamento, na melhor das hipóteses, e na pior delas, nas clínicas psiquiátricas e hospitais.

Esses mesmos inquisidores, donos de uma suposta verdade científica, filhos da lógica, do sensato, do plausível, do saber supremo e do racional, sentados em suas cadeiras de luxo nas universidades ou nos grandes consultórios, céticos e desinteressados por qualquer coisa que não esteja dentro de sua forma de ver e compreender o mundo, não explicam como, por exemplo, um sonho pode se concretizar em todos os detalhes na vida real, com os mesmos fatos, cenas e personagens, e assim eles restringem-se apenas a dar de ombros e dizer que não passam de mera coincidência, ignorando até a própria lei das probabilidades.

Esses mesmos céticos, talvez no fundo se incomodem com o que não podem explicar dentro de suas convicções e saberes, ao invés de partirem para a investigação do que é até então desconhecido ou inexplorado.

Há ainda os inquisidores que se apoiam exclusivamente em sua ignorância, em sua falta de entendimento, em suas vidas fúteis e na total falta de interesse nos assuntos e manifestações do inconsciente. Nunca experimentaram nada além do visível, do previsível e comum e por isso já possuem respostas prontas e vazias para qualquer relato de um fenômeno paranormal, julgando também como loucas ou mentirosas aquelas que dizem ter passado por algo incomum e que sua mente medíocre é incapaz de compreender.

A pessoa que possui faculdades parapsicológicas sofre, muitas vezes, um desequilíbrio em sua psique; não raro muitos entram em depressão ou desenvolvem algum quadro de sintomas de perseguição ou de fobias, o que facilita ainda mais as atividades parapsicológicas, pois elas são oriundas do inconsciente.
É um processo que se auto-alimenta: desequilíbrio psíquico – fenômeno - desequilíbrio psíquico, podendo começar também pelo fenômeno.

Acredito não em cura, se é que se pode usar essa palavra, mas na tentativa de um bom convívio com essas manifestações.
Elas costumam aparecer desde a infância, persistindo na adolescência e na vida adulta, com mais ou menos frequência, mas nunca deixando de ser intrigante e muitas vezes incômoda.
Com o tempo, adquire-se um certo costume com esses fatos e a maneira de encará-los e de lidar com eles é que fará toda a diferença ao longo da vida.

Existe também, no caso das premonições ou das telepatias, o fato da ética pessoal: se deve-se contar às pessoas o que viu, o que sentiu, o que ouviu, principalmente quando se refere a acontecimentos que ainda estão por vir ou que estão ocorrendo de forma oculta e há sempre a dúvida de que se esses fatos fossem revelados, poderiam ser evitados, no caso dos negativos.

Por isso muitos paranormais acabam fazendo uso de algum método oracular que lhe sirva de suporte, para que parte de suas experiências possam, junto com o método, fluirem e assim, poder ajudar os outros e a si mesmo.

Essa questão da ética é de extrema importância, uma vez que envolve não só o indivíduo que vê, mas o outro ou os outros protagonistas das cenas, das clarividências e das informações telepáticas.
Pode-se optar pelo silêncio ou contar, mas ambas as posturas são de muita responsabilidade.

O paranormal precisa entender o que se passa com ele e nunca se ver como alguém dotado de poderes, o que pode torná-lo arrogante ou presunçoso e nem ver a si mesmo como doente ou um ser “extraterrestre”.
A pesquisa, o estudo e a procura do equilíbrio pessoal diante da ocorrência dos fenômenos psi devem ser cultivados e estes devem ser encarados como parte integrante de sua mente, de sua personalidade, para que assim seja possível desenvolver técnicas para que esses fenômenos ajam a seu favor e que possam também ajudar outras pessoas.

Dividir experiências com outros que também passam pelo mesmo problema também é muito positivo e gratificante e procurar ajuda de pessoas capacitadas e mais experientes diminui o sentimento de estranheza, o medo e a ansiedade quando esses fenômenos ocorrem.

A Parapsicologia tem se desenvolvido muito, mas infelizmente no nosso país ainda é uma ciência vista com muita desconfiança ou desprezo e muitas vezes os fenômenos psi são tratados pelo ângulo das religiões e das superstições, contribuindo para um maior atraso e mistificação das ocorrências.

Muito preconceito e ignorância ainda cercam esses assuntos, mas acredito que num futuro breve, a paranormalidade será estudada e encarada com seriedade e as pessoas que possuem dons especiais serão vistas com todo o respeito que merecem.

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