15 de julho de 2011

Vampirismo Astral e Ataques Psíquicos



Volto ao assunto Vampirismo.

Não sou expert no assunto, nem desejo ser, mas como simples estudiosa do Ocultismo e observadora das relações sociais da atualidade, que cada vez me chocam mais, quero voltar a esse tema, ao meu modo, sintetizando o pouco que aprendi sobre as interações invisíveis entre as pessoas.

Pena que as Ciências Humanas não estudem esses porões (ou seriam sótãos?) da Edificação da Existência, rejeitando, como numa Inquisição Moderna, todos os fatos al di là daquilo que podemos mensurar.

Numa postagem anterior tratei sobre o vampirismo psicológico, ou seja, aquela forma de vampirização onde é mais comum a manipulação das emoções e posterior controle da vítima, geralmente baseada em chantagens emocionais, imposições e exploração do frágil ego do atingido.

Essa forma de vampirismo, como já falei, acaba por descompensar a vítima e enquanto esse tipo de relacionamento neurótico durar, (porque é uma neurose!!!) e que sempre conta com o auxílio, consciente ou inconsciente, de quem sofre essa manipulação, o vampiro encontrará solo fértil para atuar.

Está mais para uma forma de parasitismo permitido, creio.

Por medo, despreparo, falta de autoconfiança, auto-estima baixa, dó, sentimentos confusos, falso amor, ilusões, auto-engano, enfim, por inúmeras razões, o vampirizado ou parasitado se deixa influenciar por pessoas “coitadinhas demais”, “desprotegidas demais”, “necessitadas demais” ou seu oposto, as “espertas e sabidas demais”, as “salvadoras demais”, que acabam por sugar sua força, sua alegria, seu tempo, suas esperanças e não raro, no plano material, seu dinheiro, saúde e sentimentos, ficando o vampirizado à mercê das chantagens e exigências de quem o manipula.

Aqui nesta postagem, pretendo expor o vampirismo psíquico e astral, algo muito mais sutil, por ser imperceptível, difícil de detectar e indireto, pois nem sempre a vítima é responsável pelo que lhe acontece.

Muitas vezes nem sabe que está sendo vítima de um ataque psíquico ou que está sendo vampirizada!

Não!!!!!

Antes que você pense que sou uma tonta que acredita em vampiros imortais, de carne e osso, mortos-vivos como vemos nos filmes e nos romances, já vou explicando logo: não creio nisso.

Essas figuras tão “na moda” ultimamente, tão glamourizadas, tão revoltantemente comemoradas pelo cinema, mídia e pelos livros, esses bebedores de sangue que vagam pela noite e que não podem de jeito nenhum receber a luz do Sol; essas criaturas poderosas, imortais, que jamais envelhecem, que dormem em castelos, em caixões de rica madeira e que venceram a morte à custa do sangue de virgens manipuláveis e inocentes.....esses seres belos, sedutores, inteligentes, poderosos e mais um milhão de coisas inefáveis de tão tão tão que são....

Não! Essas figuras, definitivamente, não existem!!!

Mas eles são uma espécie de arquétipo, modo arcaico que o inconsciente coletivo da humanidade aprendeu ao longo de sua evolução a representar certas forças psíquicas e espirituais.

Digamos assim: o vampiro clássico, bebedor de sangue e imortal é um mito, uma forma alegórica do imaginário humano de algo.....

.....Que realmente existe!!!!!!

Claro que entre nós há aqueles doentes psiquicamente; lembrando que Psiqué significa: “Alma”.

Que cometem crimes terríveis, porque se imaginam vampiros!

E são!!

Mas sobretudo são doentes, que levaram às últimas consequências seu estado psíquico degenerado (de alma), como o famoso Conde Vlad Draculá, um homicida cruel, psicopata e covarde.

Mas voltemos ao mito.

O sangue é uma representação da alma do ser vivente.

É ele que conduz o alimento e o oxigênio, vitais para a sobrevivência do corpo, invólucro da Alma.

É através dele que também fazemos as trocas com o meio ambiente.

Ele é o líquido que rege todas as funções de nosso corpo.

Concorda até aí?

Pois então.....

O vampiro das histórias nada mais é que uma representação de toda forma espiritual, encarnada ou desencarnada, que suga a vitalidade da alma de alguém para poder sobreviver, suga o sangue, arquetipicamente falando.

Vejam: na verdade sugam a alma, a vitalidade, as energias do outro, muitas vezes, no mais absoluto silêncio e anonimato.

Nunca seu sangue, sua seiva, propriamente ditos.

São indivíduos, encarnados ou desencarnados, que não podem obter a vitalidade, a energia, as emanações positivas que estão aí na Natureza, todos os dias, as Forças Astrais, doadas pelo Criador, que alimentam nosso espírito; e como o vampiro não pode obtê-las por meio próprio, ele precisa tirar essa vitalidade de quem a tem.

Muitas vezes, ao contrário do vampiro parasita chantagista, que esgota nossas forças psicológicas e nossa paciência, o vampiro astral chega em silêncio, dificilmente se passando por um chantagista, porque tudo o que ele mais quer é manter seu anonimato de sugador.

A vampirização se dá então através de ataques psíquicos, imperceptíveis, sutis, no plano da telepatia e de outros fenômenos parapsicológicos, como por exemplo, pensamentos carregados de intenção maléfica e destrutiva, ódio e inveja, indução de sonhos, ataques durante o sono, etc.

Ou através do sexo.

O sexo per se, sem compromisso e sem envolvimento emocional, já que um vampiro não se envolve.

Que hoje em dia, aliás, é a forma mais fácil, mais eficiente e mais “aprovada” socialmente de se sugar o “sangue” de alguém....

Sem dizer uma só palavra, conseguem atrair para si os mais batalhadores, os mais destemidos, as pessoas cheias de vida e que geralmente, apesar de todas as dificuldades e sofrimentos que passam, conseguem suas vitórias, grandes ou pequeninas, na batalha diária que é o viver.

Os heróis anônimos do dia a dia.

E que estão com a guarda pessoal baixa.

E o vampiro, apenas com um olhar, pode extrair dessas pessoas suas energias.

Não só de pessoas, mas são capazes também de adoecer um animalzinho ou matar uma viçosa planta!!

Os encarnados, ou seja, os vampiros tão vivos e mortais como nós, que andam por aí, geralmente aprendem certas técnicas de “sobrevivência”, como a semi-hipnose ou sugestão e talvez por isso o mito os consagrou como pessoas "sedutoras e charmosas"!!

Mas no fundo, no fundo, não passam de fracassados: são gente extremamente apegada ao materialismo, ao prazer, ao sexo, aos vícios e que dificilmente ou quase nunca conseguem dar a volta por cima, sozinhos, diante das dificuldades!!!

Sempre estão ancorados, amuletados em alguém, porque lhes falta Força Interior!!

Nunca amam verdadeiramente, porque são incapazes de doar!

As amizades são sempre por interesse; os relacionamentos, baseados no puro prazer e nas necessidades de satisfação pessoal, como um parasita!!

Os vampiros desencarnados, ou seja, os que hoje não têm um corpo material, mas que um dia o tiveram, perambulam no limiar entre a Vida e a Morte, se recusando a atravessar o Portal para a Vida Eterna, para a Luz, de tão apegados que foram e continuam sendo ao mundo da matéria.

Induzem suas vítimas ao vício, ao crime, à saciedade dos instintos mais baixos e menos espiritualizados.

As vítimas desses vampiros, tanto encarnados como desencarnados, acabam por ter uma enorme descompensação física e psíquica, sofrendo de uma verdadeira...Anemia da Alma!!!

Sem explicações concretas, sentem uma grande opressão e angústia, do nada, podendo levar a um quadro efetivo de depressão.

Digo “do nada”, porque antes as coisas estavam boas, ou ia-se levando, e de repente, aquela vitalidade, aquela vontade de lutar, de viver, escoa pelo ralo.

É um abatimento sem antecedentes, sem um motivo concreto, como o provocado pelas coisas comuns que todos nós passamos: perda de pessoas queridas, de emprego, doença, dívidas, stress, etc....(quem não passa por isso? Todos nós passamos!!)

É diferente na vampirização: é uma fraqueza aparentemente sem causa, que acaba complicando a vida da vítima ainda mais, em todos os sentidos.

Se o vampiro astral for também um vampiro psicológico, se casar as duas modalidades de vampirismo numa só criatura, pobre vítima!!

E a maioria das pessoas não sabe que está sendo vampirizada e algumas delas até tornam-se também vampiros involuntários de outras pessoas, para extrair alguma vitalidade para sobreviver!!!

E o mais revoltante que acho é a maneira como a mídia tem endeusado esse arquétipo!

Esses filmes todos, romances....

Talvez porque vivamos numa sociedade vampira, onde é lindo sugar o outro, explorar o outro, aproveitar-se das pessoas, como sinônimo de esperteza e inteligência!!

E pior: as vítimas, nesta nossa sociedade, vampirizadas todo dia, por todos os meios, amam seus vampiros, numa espécie de Síndrome de Estocolmo, onde a vítima ama, admira e se identifica com seu algoz!

Infeliz sociedade!!!

Porque o vampiro é o arquétipo do tipo mais materialista que há neste mundo!!!

Ele precisa do outro para sobreviver: matando-o, escravizando-o, eternizando-o num mundo onde jamais poderá envelhecer, isto é, amadurecer; ele impede no outro e a si mesmo a Experiência Alquímica da Transformação.

Na Alquimia, o vampiro é o tipo que sempre está no Nigredo!!!

Jamais, jamais, Phoenix.

É a antítese da trajetória do Herói, do Caminho.

Vaga somente nas noites (nada contra as noites: elas são belas e eu mesma me encontro melhor nas noites que na luz do dia); mas o vampiro nunca é guiado pela Luz; nem da Lua, nem do Sol, nem das Estrelas.
Não existe, em sua vida, o Equilíbrio necessário da Roda.

Noite e Dia. Opostos.

O vampiro é um hedonista por natureza, uma espécie de Dorian Gray que se recusa à Vida e seus inerentes giros, de altos e baixos, e que monta para si um modo de viver alienado à Natureza e que transfere a Bela Mortalidade para retratos caricatos de si mesmo, retrato esse que guarda sua verdadeira essência degenerada numa sala fechada à sete chaves, traçando assim para si, numa armadilha hedionda, caminhos diretos ao abismo espiritual.

O vampiro boicota sua Eternidade, Aquela que só pode ser alcançada com aprendizado, sofrimento, luta, (luta sobretudo contra si mesmo, phoenix que tem que ser), humildade e serenidade.

Como a trajetória do Herói, que temos a obrigação evolutiva de percorrer.

O vampiro é um ser incapaz de sacrifícios, de autodisciplina, de amor; impossível a ele a Compaixão, o ápice do Amor.

Não há nada de nobreza nele; só uma sociedade que se identifica com isso o tomará por nobre!!
Aliás, o modismo em torno dessa figura tem demonstrado o caráter predador de nossa sociedade.

Mas, como se livrar deles?

Como perceber uma vampirização astral e psíquica?

É difícil dizer, mas nossa alma dá sinais.

Desesperança, falta de autoconfiança, ódio, apego material, falta de compreensão em relação às pessoas, falta de compaixão, de empatia, vícios, futilidade na vida, fraqueza, inveja, hedonismo....

Se isso faz parte de sua vida, ou você é um vampirizado ou você é um deles.

Palavra que creio mágicka: Empatia.

Sinta isso no seu coração.

É Liberdade.

E depois: Transmutação Alquímica.

Ser um caça-vampiros como dos filmes, enfiando estacas no coração dos mortos-vivos?

Não, mas apontando o Nosso Coração para a Luz.

Procurar, aquela lampadinha (que pensamos ser uma lampadinha....mas é uma Estrela!!), que está estacada em nossa Alma, para nos guiar no Caminho do Alto, da Única Estrada, que muitas vezes, teimamos em nos desviar.

Sei lá.....

Afinal, vampiros temem as luzes, temem viver, temem amar, temem doar, temem escutar, temem, sobretudo, a empatia, temem....amadurecer.....temem alvorecer....

Talvez não haja alhos nem bugalhos mais eficazes que essa direção!

9 comentários:

  1. Excelênte Artigo minha Irmã da via Lunar,na caminhada passamos por testes e a vida também nos ensina através de relacionamentos...acredito que uma das chaves de não ser vampirizado e sempre buscar os nossos sonhos e lenda pessoal...porque as pessoas que realmente nos amam não vão se opor pelo contrário, estaram ao nosso lado,travando o Bom Combate e ele é diário.

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  2. Obrigada, frater Elias, por seu comentário e fico feliz de você ter gostado do artigo.
    Felicidade sempre na busca de seus sonhos, por caminhos do Sol e de Luz.
    Beijo grande!!
    Rita-Soror Stella Laetitia

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  3. Querida Soror, Eu que agradeço por você ter permitido a publicação desse interessante Artigo sobre um tema que sempre se tem de ser debatido pela sua importância histórica e ocultísta.

    Amén pela benção estimada Sacerdotisa.

    Beijos,

    Paz Profunda!,

    Solve et Coagula,

    Namastê!

    Shalom Aleichem.

    Elias Ribeiro - Frater Solís.

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  4. como se vira um vampiro ?

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  5. concordo absolutamente!

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  6. Isso mesmo. um vampiro nunca realiza nada, está sempre sugando dos outros, até ser descoberto, ele não é nada nem ninguém e se consome.
    nunca são eternos ao contrario~vivem pouco.

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  7. continuando, eu sinto muita pena deles
    são uns coitados
    gostei muito do seu texto e de outros aqui
    forte abraço

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  8. Eu acho que voce fala demais de um vampiro astral sem conhecer um,nem todos usam seus dons por interesse, na chantagem ou para destruir a vida de alguém,claro que sugar energia não é para nenhum uso benéfico, mas são todos humanos querendo ou nao, alguns têm consciência e não usam para o mal,nao vivem disso, vivem de comida e agua como todos, seje mais respeitosa com aquilo que escreve, não generalize se não sabe.

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  9. Vampiro é um parasita. Se faz consciente ou inconscientemente, é parasitismo do mesmo modo. E não há boas intenções nisso.

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