5 de outubro de 2010

A Morte, nº 13 do Tarot e o conto da Bela Adormecida



Era uma vez uma linda princesa, filha única do poderoso rei e da amada rainha.
Estavam muito felizes com seu nascimento e resolveram logo batizá-la, fato que deveria ocorrer com uma grande festa.
No próspero reino haviam 13 fadas, cada uma com uma virtude particular e o casal real deveria convidá-las para o evento.

 
Mas havia um pequeno problema: na grande mesa do salão real existiam apenas 12 lugares destinados a elas.
O casal pensou na solução e resolveu que uma delas seria preterida do convite.
Assim o rei e a rainha procederam. Convidaram 12 das 13 fadas e marcaram o dia da festa.

No grande dia, para a surpresa de todos, a 13ª fada, a não-convidada, apareceu de surpresa e, inconformada com sua exclusão, proferiu uma maldição:

"Fui excluída desta importante ocasião e por isso, amaldiçoo essa menina. Quando ela completar 15 anos, deverá furar o dedo numa roca de fiar e dormirá para sempre."

O rei, desesperado, pediu-lhe desculpas pelo erro e sabendo que se tratava de uma maldição poderosa, suplicou à fada que retirasse tal praga.
Irredutível, a fada foi embora e todos fingiram esquecer o episódio.
Porém o rei, temendo o futuro, mandou que queimassem todas as rocas do reino, para evitar que o infortúnio se cumprisse.

A menina foi crescendo e quando estava prestes a completar 15 anos, os pais se lembraram da maldição.
Deram ordens aos soldados, para que procurassem nos arredores do reino alguma roca de fiar existente. Com a resposta negativa, ficaram tranquilos.

Porém, numa linda manhã, a menina passeava pelas áreas do castelo quando avistou uma mulher fiando um lindo tecido.
Curiosa, a menina se aproximou: afinal, nunca tinha visto um objeto igual em toda sua vida e se encantou com o esmero que aquela mulher trabalhava em tão lindo pano.
A 13ª fada, fiando na roca, mandou que a garota se aproximasse e disse-lhe baixinho:

"Venha! Experimente um pouco! Eu te ensinarei a fiar!"

A menina assim fez e desajeitada, feriu o dedo na agulha da roca.
Tão logo isso ocorreu, a garota entrou num sono profundo por muitos anos, para o total desespero dos pais e tristeza de todo o reino, cumprindo assim, por ela mesma, o destino que lhe fora traçado.

Muitos anos se passaram até que um dia um príncipe foi visitar a menina que misteriosamente há tempos dormia, num reino triste e longínquo.
Impressionado, visitava a princesa dia após dia e aos poucos foi se apaixonando por ela.
Um dia, colocou todo o seu amor num beijo e para a supresa de todos, a menina acordou do profundo sono.
O reino voltou à alegria, mais ainda que outrora e a princesa casou-se com o bondoso príncipe e assim foram felizes para sempre.

Essa maravilhosa e rica história, tão conhecida de todos nós, A Bela Adormecida, trata sobretudo da Morte, dos Processos de Iniciação, do Amor, do Sacrifício e da Redenção.

A 13ª fada, que antes era apenas uma fada, não foi convidada para a Grande Festa, O Batismo, porque faltava-lhe lugar.

 
Quem é ela, no plano psíquico?

Ela é, simbolicamente, a virtude negada, aquela que faltava para a Transformação, para o Batismo, que foi excluída e evitada.

 
Porque visto pelo plano psíquico e espiritual, a princesa deveria passar naturalmente pelos processos de nascer, crescer, desenvolver-se e depois tornar-se mulher, ou seja: amadurecer.
Com todas as implicações e dificuldades que estes processos exigem.
Um processo de iniciação psicológico que lhe foi a priori negado e assim, como toda negação, tornou-se depois maldição.

 
Mas seu inconsciente a levou ao seu Destino: foi através da roca desconhecida que ela iniciou a outra parte de sua difícil jornada.
Foi fiando, fiando seu caminho, mesmo ferida, mesmo que depois adormecida, que ela finalmente pode conhecer a si mesma e fazer suas escohas e não mais que escolhessem por ela.

A roca de fiar, aqui nesse conto, lembra muito a Roda da Fortuna, a Roda da Vida, outro Arcano do Tarot, o 10º, que trata justamente das transformações, do Destino e das mudanças.
A fada fiadora bem que poderia ser uma das Moiras, como é bem retradado no Tarot Mitólogico de Sharman-Greene.

Os pais, nessa história, representam seu superego, as convenções, os modelos insituídos, ou seja, aqueles que faziam as escolhas para menina ainda não iniciada.

O príncipe, ou melhor, o Animus, Hermes, seu psicopompo, com o amor incondicional que sentia pela princesa, incondicional e verdadeiro porque ele conhecia sua essência, pôde ajudá-la nessa passagem.
É, simbolicamente, uma instância psíquica dela mesma que, por amor, decide acordar-se!
Salvar-se. Integrar-se.

Narro esse conto porque é um de meus preferidos e o melhor que sinto ser capaz de ilustrar o que é a Morte, o 13º Arcano do Tarot, em seus termos simbólicos.

Em diversos tarots, a Morte está representada pela figura macabra do ceifador, remetendo à ideia de destruição e do Mal.
A carta não tem nome e traz uma figura esquelética segurando uma foice, às vezes sobre uma paisagem inóspita, às vezes montada num cavalo negro, lembrando os cavaleiros do Apocalipse do Novo Testamento.
Mas o Arcano não fala da morte física. O senso comum e o terror que a figura da carta inspira levam a essa diminuta interpretação.

Dela, a morte material, todos nós já sabemos: é inevitável e cabe a cada um crer se a vida continua ou não após sua chegada.
As correntes espiritualistas e ocultistas, assim como muitas filosofias e religiões orientais, crêem que a morte física é uma passagem de um estado de ser a outro estado de existência.
Faz parte do processo de evolução e temos muitas vidas e portanto, muitas mortes.

Mas a morte simbólica, a morte espiritual, a Morte Iniciática, esta da qual o Arcano se refere, por vezes é tão sutil que não a percebemos em nossas vidas.
E pouco se fala sobre ela.

Do que trata a Morte, o 13º Arcano do Tarot?

O número 12, arquetipicamente, é o número que encerra um ciclo, fecha um período, conclui uma etapa.
O número 13, por sua vez, significa uma passagem de um estado concluído para outro que deve iniciar.
Como os ponteiros de um relógio, onde a 13ª hora é a 1ª hora; como a 13ª casa da Astrologia, que é também a 1ª casa.
Esse número é rodeado por temores e criou ao longo do tempo várias superstições; visto como de mau agouro, o 13 é indesejado por muitos, talvez porque o ser humano tenha medo das mudanças e dos recomeços.
Não só isso: o apego às coisas estáveis, às rotinas, aos condicionamentos que sofremos, mesmo que tudo isso não faça mais o menor sentido em nossas vidas e só nos atrapalhem em nossa verdadeira auto-descoberta.

Tantas vezes excluímos as mudanças, os riscos, o novo!
Não uma novidade qualquer, mas aquela que nos chama para sermos completos, íntegros e senhores de nosso caminho.
Assim como ocorreu com a 13ª fada, não os convidamos para o banquete!
Não temos lugar para a Transformação...Não convidamos nossa principal virtude...

O reino mental e espiritual, formado por muitas cidades que nos habitam, muitas vezes sofrem um descaso espantoso de nossa parte, porque sempre temos os olhos voltados para as coisas que podemos medir, comprar, comparar, controlar, enxergar e julgar, mas que na verdade, todas essas coisas servem para alimentar nosso ego frágil e medroso.
Nos dão segurança, mesmo que estejam próximas de seu fim.
E assim, abandonados de nossos verdadeiros castelos, de nossa essência, peregrinos em terras alheias, continuamos alienados, em nome de palácios artificiais.
Seguimos em frente gananciosos, procurando conforto e perfeição nas coisas perecíveis, aos invés de trabalhar o que realmente tem importância e que estará conosco por toda a eternidade: nossa alma.

Facilmente nos revoltamos ou nos orgulhamos das conquistas ou mazelas que rondam nossas vidas: status social, trabalho, saúde, dinheiro, beleza, poder, amores e desafetos, não pensando que a presença ou ausência de todas essas coisas são apenas meios terrenos que servem de ferramentas para nossa evolução.

E ao abandonar nossa alma, nos vem um vazio, um vazio doloroso, de tanta incompletude que é.
E essa hora linda, mágica, é percebida como incômoda e a todo custo queremos vencê-la.
Hora dolorosa, mas hora de crescer!
Hora de Ser.

A Morte, esse Arcano-Acontecimento, vem acompanhado de um leve sussurrar:
"Vem! Transforma-te em ti mesmo!!"

É o momento da Iniciação.
É a morte temporária, o fim de um velho ego encouraçado, que deve desaparecer para dar lugar a um novo ser, que deverá surgir em toda sua plenitude.

Às vezes essa morte vem por meio de um sono de  anos, do qual insistimos em não despertar; às vezes vem por meio de um inocente ferimento no dedo, porventura numa roca, ou num dia em que o coração ou a mente se encontrem dilacerados.
Porque todos nós temos nossa roca de fiar...

 
Às vezes esse momento se esconde numa perda, num ganho, numa doença, num caminho difícil, numa missão.

 
A Morte também está por trás de todos os processos de crescimento psicológico, mesmo os físicos, como a infância, adolescência, vida adulta, casamentos, separações, graduações, profissões, maternidade,  paternidade e o envelhecimento.

 
Para alcançar a próxima etapa, é necessário o sacrifício da precedente.
E são sim, processos dolorosos, como todos os Renascimentos.

A Morte, o Arcano 13, é o momento alquímico onde os elementos se encontram em estado de dissolução, para depois se recomporem em um novo elemento: a pedra filosofal.
Sacrifício, Dissolução, Morte, Iniciação, Renascimento, Redenção.

O Mestre Jesus, há mais de 2 mil anos, disse que "aquele que não nascer de novo, não poderá entrar no Reino dos Céus."
Esse Reino, cuja rota é traçada por caminhos de fênix, caminhos de constante evolução e de lapidação do espírito, deve ser buscado, em primeiro lugar, dentro de nós mesmos, onde está o laboratório de toda alquimia tranformadora e redentora, para o incessante processo da Grande Obra Interior.

17 de setembro de 2010

Relacionamentos Afetivos: Os Planos Invisíveis dos Encontros



A área dos relacionamentos afetivos talvez seja uma das áreas da vida mais difíceis de se encontrar a felicidade ou mesmo um mínimo de realização.

Num mundo altamente competitivo e voltado para os interesses financeiros e materiais, os assuntos do coração deixaram de ser importantes em sua essência e aos poucos foram se transformando num jogo de sedução barata, materialismo, futilidade e sexo, principalmente nos países subdesenvolvidos como o nosso, onde a educação precária, valores éticos corrompidos, preconceitos e as influências da tv são fatores determinantes no comportamento da maioria das pessoas, de qualquer idade ou classe social.

Ávidos por lucros, as grandes empresas se utilizam dos massacrantes recursos da mídia, para forjarem um ideal de mulher, de mãe, de homem, de marido, criando assim esteriótipos fabricados  conforme as necessidades do mercado, esteriótipos tanto físicos como de comportamento.
E aqueles cuja mente e o espírito são muito sugestionáveis, isto é, os indivíduos que possuem pouca liberdade de espírito, procuram avidamente ser esse modelo pregado pela mídia e também buscam para si pessoas que correspondam a esses modelos.

Todos querem ser o tipo ideal, o modelo ditado como bom, desejável e querem como companheiro ou companheira pessoas que também sejam exemplos desses modelos de beleza, atitude, comportamento e até de personalidade.
É como se abandonassem sua essência humana para se transformarem em objetos expostos nas prateleiras dos supermercados, manipulados, etiquetados e sem personalidade própria.
Seres que serão meramente controlados. Seres consumíveis.
E talvez por isso se fale tanto no famigerado marketing pessoal!!

Sim, as pessoas estão à venda e é por isso que vivem se metendo em relacionamentos frívolos, superficiais e repleto de mentiras.

É muito comum vermos por aí homens de meia-idade, geralmente com algum dinheiro, rodeado por mocinhas bonitas, jovens, sem recursos financeiros e geralmente de baixo intelecto.
Ele mente para si mesmo e para os amigos que é amado por ela; todos fingem acreditar, mas na verdade o que importa mesmo é que ele desfile por aí sua conquista, fazendo parte do clube dos "vencedores".
Ou então a mocinha da periferia, bonita e falante que encontra no moço tímido e retraído a escada para a sua tão sonhada ascensão social.
Ou ainda o jovem bonito, que estudou pouco ou nada, que quer ganhar a vida facilmente e que aproxima-se da mulher cheia de traumas de casamentos fracassados, mas que possui uma ótima conta bancária!!

São esses tristes exemplos que vemos no dia a dia, uma avalanche de mentiras, fruto de uma mentira ainda maior, construída para manter um sistema perverso e desumano.

Mas como tudo na vida tem suas exceções, há aqueles que se recusam a participar desse circo, ficando à margem desse sistema de interesses.
Essas pessoas comumente experimentam muita solidão, incompreensão e são taxadas de excêntricas ou sonhadoras, mas felizmente e paradoxalmente, são justamente essas pessoas que possuem a verdadeira chance de encontrar a felicidade no amor.

Por que isso?


Porque são elas as que buscam a verdade e a plenitude dentro de si e no mundo e querem como companhia alguém assim também, para compartilhar, dividir, somar experiências e sonhos, no processo tão difícil e belo, às vezes doloroso, às vezes prazeroso que é a vida.

Dentro do Ocultismo acredita-se que o ser humano possui sete planos em sua existência.
Começamos sempre a partir do primeiro, o físico e depois vamos desenvolvendo os demais planos, de baixo para cima, sem pular nenhum e sem abandonar os já conquistados.
Não há um plano melhor que o outro: todos são necessários para nossa evolução.

No relacionamento de um casal, esses 7 planos são vividos da seguinte forma:
O primeiro plano, o físico, o plano da necessidade da matéria, é a relação sexual em si, o ato sexual;
no segundo plano, o das paixões, é onde a atração acontece;
no terceiro plano, o das emoções, o da necessidade de afeto, ocorre o sentimento, o gostar de alguém;
no quarto plano, o da mente concreta,  é onde residem nossos gostos, interesses e vivemos esse plano num relacionamento quando temos esses gostos e interesses em comum com o outro;
o quinto plano, o da mente abstrata  é o campo de nossos ideais de vida, a forma de pensar e no relacionamento é quando nossos ideais coincidem com o da outra pessoa;
o sexto plano, espiritual, é onde se manifestam nossas tendências espirituais, nossas inclinações, dons, virtudes e vivemos isso com alguém quando essa pessoa faz parte da mesma egrégora espiritual que a nossa e enfim, o sétimo plano, também puramente espiritual, é onde encontramos nossa manifestação divina e o que era dois, torna-se um.

Obviamente que nem todas as pessoas vivem os sete planos, embora todas elas os possuam, mesmo que adormecidos, podendo passar uma vida inteira sem chegar a desenvolver os planos mais altos.
Por isso vemos pessoas muito embrutecidas, muito materialistas, cuja satisfação das necessidades físicas e de suas paixões são de fundamental e única importância.
Será assim também nos relacionamentos: não passará do binômio sexo-atração, podendo nem mesmo chegar ao plano dos sentimentos, o terceiro.

Pensemos num exemplo.
Uma mulher que atingiu em sua vida apenas o segundo plano, não se importará com os sentimentos de seu parceiro, nem com seus interesses, gostos, nem com seu intelecto, seus sonhos, ideais, nem com sua espiritualidade; ao contrário: isso será enfadonho e cansativo para ela, vistas como coisas inúteis às quais não tem que dar atenção, porque ela não compreende essas coisas, uma vez que não as tem nem para si mesma.
Será um tipo de mulher ainda muito primitiva, louca por sexo, extremamente influenciada pela sedução e pobre do homem que esperar mais dela!!! Esperará inutilmente.....
Mas se ele for um homem que também chegou só até o segundo plano, o casal certamente estará muito bem satisfeito um com o outro.

Já alguém, por exemplo, que se desenvolveu até o quinto plano sentirá as necessidades dos cinco planos de sua vida e desejará encontrar alguém com desenvolvimento semelhante ao seu.

Por isso, muitos relacionamentos que começaram bem, um dia fracassam, geralmente porque um dos membros do casal ampliou os horizontes de sua vida, mesmo que isso não seja completamente consciente para a pessoa.

Porque um relacionamento baseado no sexo e na atração física tende a terminar.
Esses planos são fugazes, porque assim que são satisfeitos, perdem a força.
Mesmo os sentimentos, os afetos, somem com o tempo, a menos que outras coisas estejam envolvidas, como interesses em comum, idéias parecidas, gostos, valores pessoais, espiritualidade, buscas e isso tudo pertence aos outros planos, aos mais altos.

Muitas vezes um casal vive anos de convívio razoavelmente bem  e se um deles se desenvolve mais que o outro, esse outro não poderá preencher e compartilhar desse novo mundo que se abriu na vida daquele que se desenvolveu.
Então, o par do casal que atingiu um pensamento desenvolvido, construiu suas idéias, pensa sobre a vida e compreendeu certas coisas sentirá um enorme vazio, porque seu par não pode fazer-lhe real companhia.
É quando ocorrem as separações ou as traições.
Aquele que sente o vazio na alma procurará alguém que preencha esse vazio e caso encontre esse alguém, os planos do sexo, da atração, do afeto e da mente serão impregnados com a força que vem dessa sintonia que se fez  entre eles.
A força enorme desse vínculo criado, que penetra todos os planos abaixo disso, resulta em amor verdadeiro.


Muitas pessoas usam o nome "amor" para descrever o que sentem por alguém.
Muitas vezes esse chamado "amor" é apenas atração física, desejo, sexo ou simples afeto, necessidade de afeto.
O amor de verdade só acontece nos planos mais altos da existência, porque envolve todo o indivíduo e não uma parcela dele.


Portanto, aqueles que sobem a escada da evolução e que desenvolvem os aspectos do seu ser é que possuem a verdadeira chance de encontrar o amor, porque desta forma, desenvolvendo-se, tornam-se completos e consequentemente, livres.


O mundo das aparências, das mentiras, do efêmero e do passageiro, não mais o seduz.
Compreeende, no fundo da alma, que a liberdade de seu espírito é paga com o preço da incessante busca e do autoconhecimento.
Quando o indivíduo atinge esses planos mais altos, sincronicidades passam a operar e suas chances de felicidade se multiplicam.


Porque ninguém pode ser realmente feliz na solidão.
Tudo o que construiu dentro de si deve ser compartilhado.
Fazer a nossa parte para nos tornarmos um ser humano pleno é uma tarefa difícil, mas tudo o que é nobre e duradouro é conquistado à duras penas.


Portanto, já está mais que na hora de construir esses tesouros, descobri-los na própria alma e contar com a ajuda dos Planos Superiores para que a pessoa certa, no tempo certo, venha ao nosso encontro.

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